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"Don't you worry about the distance, I'm right there, if you get lonely give this song another listen... Close your eyes, listen to my voice it's my disguise, I'm by your side..." Plain White T's
Follow your heart.
It may not seem like very much, but I'm YOURS...
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É engraçado – e talvez eu esteja desrespeitando alguma lei de Platão –, mas estar irremediavelmente apaixonado é a melhor e a pior coisa que pode acontecer a alguém.
— Gabito Nunes (via ga-bi-to)
— Gosta de festas, né?
— Bom, aparentemente estou em uma.
— E ai, tá bebendo o que?
— Cerveja.
— Cerveja engorda.
— Minha vó passou a vida inteira assim…
— Bebendo cerveja?
— Não, cuidando da vida dela.
— Pega leve, eu estava brincando.
— Eu também estava.
— Estamos quites então?
— Sim, e o que é isso no seu copo? Cerveja?
— Bom, aparentemente…
— Maluco…
— O que você disse?
— Você, maluco, doidinho, pirado…
— Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço.
— Pegou essa frase em qual caminhão?
— São só observações.
— Muito observador você, né?
— Sim, observei tantas coisas aqui.
— O quê? O que tem no meu copo, por exemplo?
— Não.
— O que então?
— Seu sorriso é lindo.
— Me poupe.
— Qual é, só disse a verdade.
— E essa história vai acabar com um dos dois molhados de cerveja.
— Se esse for o problema, eu jogo a minha fora.
— Não vem com esse papo.
— Que papo?
— Não complica vai…
— Tudo bem, vou descomplicar, que tal um arrocha?
— Tá me zoando?
— Não, eu te ensino.
— Tudo bem, não to fazendo nada mesmo.
— Você é mais dura que uma estátua, solta esse corpo.
— Não enche, to fazendo um favor de dançar com você, e você ainda tá reclamando.
— Se solta garota.
— Não me chama de garota, tenho nome.
— Posso saber qual é?
— Não.
— Então, garota… Tá pegando bem o jeito de dançar.
— Merda.
— O que foi?
— Você!!!! Derrubou cerveja no meu cabelo.
— Desculpa, nem molhou tanto assim.
— Era disso que eu tava falando, sempre tem um desequilibrado que derruba cerveja no parceiro.
— Então, você é minha parceira?
— Que seja.
— Então dança mais uma comigo?
— Desde que você jogue fora esse maldito copo de cerveja.
— Joguei. Dança quantas agora?
— Quantas você quiser.
Carol Alves (encantei-me)
Apesar de você carregar um nome épico nas costas, você não faz jus à ele, João. O seu nome é lindo, assim como os seus lábios finos e a sua nuca branquinha. O seu mal é o que você é por dentro. Se não fosse esse teu jeito todo errado e desleixado, eu olharia pra sua cara e diria que você é um anjo. A verdade é que você é o demônio em pessoa, João. Nada nunca é bom o suficiente pra você. Ninguém nunca é digno do seu amor. Porque será que você infla o seu ego tanto assim, João? Você não é diferente dos outros. A sua rotina não é agitada todos os dias da semana. O seu tipo físico não é de nenhum deus-grego-dos-céus. Você arqueia essa sua sobrancelha com pelos falhos e cruza os braços fazendo essa pose de durão, mas de durão você não tem nada. Admite que vez ou outra a sua vontade era de trocar a cerveja com os amigos por um milk shake com alguém especial, vai. Admite que além da bunda e dos peitos, você também repara no sorriso e nos pés. Pode parecer meio absurdo, mas eu sei que você é encantando por pés. E sei também que a sua bebida preferida nunca foi Whisky, mas sim Guaraná. Os seus coleguinhas-babacas-de-balada não sabem disso, mas eu sei. Deve ser assustador pra você ter alguém que te conhece tanto quanto eu. Tudo bem, eu entendo a sua raiva e a sua ironia desafiadora. O que eu não entendo é porque você continua fumando cigarro, mesmo odiando a fumaça que gruda na sua pele. Eu não entendo porque você sente a necessidade de beijar oito bocas diferentes a cada cinco minutos pra se sentir melhor. E também não entendo a graça que você vê naqueles programas estúpidos de automóveis. Eu não te entendo, João, mas juro que me esforço ao máximo pra te aceitar. Você carrega um fardo de defeitos insuportáveis e uma lábia com gírias indecifráveis, mas o desgraçado do seu perfume tem um aroma bom. O seu ar superior e a sua confiança em si mesmo me dá náuseas, mas a droga dos seus braços tem a facilidade de me passar uma segurança que eu não sou capaz de encontrar em nenhum outro lugar do planeta. Talvez o que eu venha a dizer agora te deixe intrigado, porque no fundo você sabe que é verdade: você não passa de um fraco, João. Por mais que os seus músculos saltem do seu corpo e você consiga levantar três elefantes seguidos, você ainda continua sendo um fraco. Estúpido. Babaca. Covarde. E mais outros milhões de adjetivos chulos. Porque você pode fazer mil mulheres caírem de amores aos seus pés, mas tem medo de se prender à apenas uma. Se te perguntarem o significado da palavra “curtição”, certamente você saberá responder. Mas e o amor, João? O que é amor pra você? Acho que agora eu te encurralei em um beco sem saída. Por detrás de toda essa sua estrutura de homem-inabalável, existe um menino que tem medo de amar. Eu sei disso também. O problema é que o seu orgulho te consome da cabeça aos pés e você não é capaz de dar o braço a torcer. A sua aparente falta de sensibilidade me irrita. Ninguém suporta conviver no mesmo ambiente que o seu por três dias, mas olhe só pra mim! Eu estou do seu lado a quase três anos. E você não dá valor a isso. Aliás, você não dá valor a nada, João. Isso também me irrita. Você não permite que ninguém descubra o que se esconde além dessa nuvem cinzenta que te cerca, porque no fundo você tem medo da solidão. Você tem medo de se entregar em um jogo no qual não é você quem dá as cartas, tampouco é o dono da partida. Você tem medo de que alguém goste de você apesar de todos os pesares. E eu gosto. Eu gosto da sua tatuagem tribal ridícula no ante-braço, da sua barba mal feita e da unha encravada do seu dedão do pé. Você não merece, eu sei, mas isso não é motivo o suficiente pra me fazer desgostar. Mesmo que você xingue a sua mãe, seja mal educado com o seu vizinho e se sinta bem em ser um completo filho-da-puta, ainda assim eu gosto de você. Na medida do impossível, tudo o que eu mais queria era atravessar pro seu lado do precipício e fazer com que a gente desse certo.
O problema é que eu não sei ser a sua Maria, João.
E o meu nome ainda é Bárbara.
— Capitule  (via thiaramacedo)
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